M.P.Barbosa:
Vivo neste aparato: entre a busca da beleza e o pensamento
Qual dos dois tem a sua parte e qual dos dois se interpenetra?
A busca do Ser pela palavra remonta à eternidade da gramática?
Que foi feito do corpo? Do signo que freme de signos e sinais e os sintomas passageiros dos órgãos?
Da travessia da luz/ A Luz toda é uma imensidade/ É uma Eternidade onde não há coisas/ Tudo se desfez em pó-
Vivo neste aparato: entre a busca da beleza e o pensamento...
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Leunam Max:
Perduro na ostentação: entre o exame da harmonia e a faculdade de conceber
Qual do um mais um tem a sua porção de um todo e qual do algarismo se penetra mutuamente?
A procura do «Espírito que conhece» pela eloquência recorda a «duração que não tem começo nem fim» do conjunto de princípios que regem o funcionamento de uma língua?
Qual o modo consumado da substância material? Do sinal indicativo que estremece de símbolos e vestígios e o fenómeno biológico acidental que revela a existência de uma afecção ou de uma lesão da parte do corpo vivo que preenche uma função necessária à vida?
Da acção do atravessar dos fotons/ As ondas electromagnéticas de um modo total são uma Grandeza infinita/ É um Tempo muito amplo no qual não existe o acontecimento/ A totalidade se desconstruiu em «Partículas vigorosas»
Existo neste esplendor: entre a pesquisa da excelência e o ato particular da mente...
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Imagem e transcrição de Leunam Max
Poesia original de M P Barbosa

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